
Versículo do Dia: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1João 4.19)
Não existe outra luz neste mundo, exceto aquela que procede do sol; também não existe, no coração, verdadeiro amor para com Jesus, senão aquele amor que vem dele mesmo.
Esta é uma verdade inalterável: nós amamos a Deus tão somente porque Ele nos amou primeiro. Nosso amor para com Ele é o belíssimo fruto do amor dele para conosco. Qualquer pessoa pode sentir uma admiração fria ao estudar as obras de Deus. A chama do amor só pode ser acendida no coração por meio do Espírito Santo de Deus. Que maravilha é, pessoas como nós, serem levadas a amar Jesus! Quão maravilhoso é o fato de que, embora tenhamos nos rebelado contra Deus, Ele nos buscou e nos atraiu de volta por meio de .uma demonstração de amor tão admirável. Nunca teríamos o menor grau de amor para com Deus, se este amor não tivesse sido implantado em nosso coração por meio da agradável semente de seu amor para conosco. Portanto, o amor tem como seu progenitor o amor de Deus derramado em nosso coração. Mas, depois de haver sido gerado por Deus, esse amor precisa ser nutrido por Ele. O amor é uma planta exótica, não florescerá naturalmente no coração humano. Tem de ser regada do céu.
O amor para com Jesus é uma flor de natureza delicada. Se recebesse apenas a nutrição que pode ser extraída da rocha de nosso coração, logo pereceria. Mas, visto que o amor procede do céu, ele tem de ser nutrido pelo pão celestial. Ele não pode existir no deserto, a menos que seja nutrido pelo maná que vem do alto. O amor tem de se alimentar de amor. A alma e a vida de nosso amor para com Deus é o amor dele para conosco.
Eu Te amo, Jesus, mas não com meu amor, Pois não tenho amor para Te dar;
Eu Te amo, Senhor, mas todo o amor é teu. Eu vivo, Senhor, para Te amar.
Sou como nada e me alegro em dizer:
Sou vazio, perdido e mergulhado em teu Ser.
Por: Charles Spurgeon. © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados.
Charles H. Spurgeon
C. H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword and Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional.